quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Artigo sobre célula-tronco reacende polêmica sobre clonagem humana

O artigo desta quarta-feira (15) da revista "Cell", mostrando uma técnica para criar células-tronco embrionárias por meio de clonagem, já foi publicado sob polêmica, por mostrar um caminho que, em teoria, possibilita criar clones humanos. Os autores fizeram o mesmo procedimento já usado para clonagem de animais, mas alteraram alguns passos.
Um grupo britânico chamado Human Genetics Alert protestou contra a pesquisa. "Os cientistas, finalmente, entregaram o bebê que pretensos clonadores humanos têm estado à espera: um método confiável para criar embriões humanos clonados", disse David King, diretor do grupo, à Reuters. "Isso torna imperativo que nós criemos uma proibição legal internacional sobre a clonagem humana, antes que mais pesquisas como essa apareçam. É irresponsável ao extremo a publicação desta pesquisa."
A pesquisadora brasileira Lygia da Veiga Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), confirma que a equipe de Shoukhrat Mitalipov de fato trouxe a público um novo caminho que poderia viabilizar a clonagem humana, mas ressaltou que o propósito dos cientistas é que se possam aproveitar as possibilidades terapêuticas das células-tronco, não permitir que elas se tornem novas pessoas.
As células-tronco embrionárias são as únicas capazes de se especializar em todo tipo de células do corpo e de se multiplicar sem limite, tendo assim um enorme potencial terapêutico. Essas células são especialmente promissoras para o tratamento de doenças como o mal de Parkinson, a esclerose múltipla, doenças do coração e lesões na medula espinhal.
Intenção
“Ele ajudou a vida de quem quer fazer um clone, mas é claro que não é sua intenção”, diz a cientista, que enfatizou o feito do autor e sua equipe. “Eles conseguiram, mudando o meio de cultura, fazer embriões clonados com uma grande eficiência. Sempre imaginei que precisariam de centenas de óvulos. Foi com um número de óvulos relativamente pequeno”, explicou. Para a pesquisadora, a questão de um eventual mau uso da clonagem deve ser tratada por meio de mecanismos de controle e legislações que punam quem cometer desvios.
O site da revista “Nature” entrevistou Masahito Tachibana, pesquisador japonês que trabalha há cinco anos no laboratório de Mitalipo, e ele afirmou que em breve será publicado um novo texto explicando porque a clonagem de um ser humano não é possível com a técnica apresentada nesta quarta.
Outra questão ética envolvida é o descarte de embriões. Historicamente, o embrião é o resultado da fecundação de um óvulo por um espermatozoide. Como no caso dessa nova pesquisa, o DNA de uma célula já adulta é transferida para um óvulo, não há de fato uma fecundação no sentido clássico. No entanto, como alerta a professora Lygia, com a criação de células-tronco a partir de células já adultas, a definição de embrião fica em cheque.
A transferência de núcleo apresentada por Mitalipov e sua equipe é uma técnica complicada de uma linha de pesquisa que já vinha perdendo força. No ano passado, o Nobel de Medicina foi para trabalhos que mostram que células adultas podem ser "reprogramadas" para se tornar imaturas e pluripotentes (IPS), ou seja, capazes de se especializar em qualquer órgão ou tecido corporal, manipulando-se apenas quatro genes. Essa é, há quase uma década, a principal aposta da comunidade científica, em detrimento dessa reprogramação por meio de clonagem.
Segundo Lygia da Veiga Pereiram, Mitalipov viabilizou uma técnica de “caixa-preta”, pois conseguiu a criação da célula-tronco sem que se saiba exatamente como acontece a reprogramação dentro do óvulo, ao contrário do caminho premiado com o Nobel de 2012, liderado pelo japonês Shinya Yamanaka, que é muito mais simples e já vem sendo aplicado, inclusive no Brasil.
Ainda assim, ela considera o trabalho publicado pela “Cell” importante: “Será que essas células são mais interessantes que as IPS? Será que essa técnica não pode ser usada em fertilização in vitro normal? Que pode ajudar casais a terem filhos?” São perguntas que ficam, por enquanto, em aberto.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Animação 3D de como a FIV Funciona


Fertilização in vitro



fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução medicamente assistida que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, (in vitro), de um número significativo de espermatozóides, 50 a 100 mil, ao redor de cada ovócito II, procurando obter pré-embriões de boa qualidade que serão transferidos, posteriormente, para a cavidade uterina.
A técnica de fertilização in vitro (FIV) iniciou uma nova era da medicina reprodutiva quando, em 1998, resultou no nascimento do primeiro "bebê de proveta", Bruno da Silva Vicente, no Brasil. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado taxas de sucesso progressivamente maiores, garantindo o sucesso na realização do sonho de muitos casais.
Inicialmente restrita às mulheres com obstruções das trompas, hoje a FIV é utilizada como opção terapêutica para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano e com endometriose, entre outras causas.

Procedimento

Para a execução desta técnica exige-se uma prévia estimulação ovárica (ovariana) através de medicamentos adequados (gonadotrofinas, como é ocaso de LH e FSH) e acompanhamento médico regular (exames de ultra-som transvaginal e dosagens hormonais seriados), de forma a controlar os efeitos dessa estimulação e definir o melhor dia para a coleta dos ovócitos. Cerca de 34 - 36 horas antes dessa coleta (ou captação) é administrada uma injeção de gonadotrofina coriónica (um tipo de hormônio produzido pela placenta) que provoca a maturação oocitária, vindo a permitir a sua captação por aspiração através de uma agulha especial. Essa captação é realizada com a ajuda do ultra-som transvaginal, que auxilia o médico a guiar a agulha em direção aos folículos ovarianos (pequenas bolhas de líquido situadas dentro de cada ovário e que contêm os ovócitos) durante o procedimento. Os ovócitos assim obtidos são encaminhados ao laboratório de embriologia, anexo à sala de coleta, onde serão classificados e ambientados em um meio de cultura especial, sob condições de temperatura e pressão constantes (estufas especiais). Depois de 2 a 4 horas de ambientação numa estufa especial, os oócitos estarão prontos para a fertilização.Quanto aos espermatozóides, estes são obtidos após uma coleta de por masturbação assistida, sendo normalmente sujeitos a um tratamento prévio, em meio de cultura especial, para que sejam escolhidos os melhores em termos de motilidade e forma. Destes são seleccionados cerca de 50 a 100 mil, com mobilidade progressiva rápida, para serem colocados ao redor de cada ovócito. Quando há problemas graves com a quantidade ou qualidade dos espermatozóides, e o número é insuficiente para a fertilização in vitro convencial, considera-se a alternativa da realização de uma microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides.
Após cerca de 16-18 horas os ovócitos são observados para identificar o estado de fecundação e eventual progressão até pré-embriões de alguns deles. Já sabemos que após a fecundação (fertilização) forma-se o zigoto. A partir desse momento inicia-se a divisão celular para a formação do que denominamos pré-embrião. Assim, 24 horas (1 dia) depois da fertilização teremos pré-embriões com 2 células, após 48 horas (2 dias) teremos 4 células, após 72 horas (3 dias) teremos 8 células e assim por diante, numa divisão celular (clivagem) em progressão geométrica. A transferência desses pré-embriões para a cavidade uterina é então efetuada através de um fino tubo de plástico especial (catéter), após 2 a 5 dias da coleta dos oócitos. Normalmente transferimos 2 a 3 pré-embriões para a cavidade uterina. Entretanto, esse fato depende da idade da mulher e da qualidade dos pré-embriões. Assim, cerca de 10 a 12 dias após a transferência, fazemos o exame de sangue (dosagem de beta-hCG) na mulher, para identificarmos se a gravidez está presente.
Com a chegada da revolucionária fertilização in vitro dos anos 80, a inseminação artificial foi abandonada e considerada ultrapassada, sendo retomada apenas recentemente.

quinta-feira, 27 de junho de 2013


Matematica e Biologia


o que a matemática tem a ver com a biologia? quando tu pensa não tem nada a ver, mas depois de você pensar um pouco você acaba percebendo que tem mais em comum do que aparenta, tipo tem estatistas, tem cálculos do peso do animal, com o calculo do cromossomos  contagem de animas, tem uma parte da matemática que se chama probabilidade e estatística.
Por exemplo, em biologia a probabilidade é utilizada para determinar, por exemplo, qual a probabilidade de nascerem "x" gatos cinzas, ou "x" gatos marrons, ou "x" gatos pretos ou "x" gatos brancos de um casal onde a gata é marrom e o gato é preto.
O mesmo se utiliza para determinar a probabilidade da cor dos olhos de uma pessoa, a cor dos cabelos, a probabilidade de uma pessoa ter ou não uma doença, e por aí vai.
Como vimos a Matemática e importante na biologia , só que ela se destaca em muitas outras coisas em nosso meio social , sem a matemática nos não teríamos vida , ela ja era usada pelos nossos antepassados desde da idade da pedra , pode ser usada para a informatica , arquitetura , para a medicina , etc..
Como muitos dizem a Matemática é uma ciência formal que depende muito de outros tipos de ciências para chegar a conclusões teóricas e praticas, a matemática como uma expressão da mente humana, ativará os reflexos, o contemplamento da razão e o desejo pela perfeição estética. É também chamada por muitos de linguagem universal (é uma linguagem porque é formada por signos linguísticos que passam idéias e significados). Ela pode ser dividida em matemática pura e aplicada e seus elementos básicos são a lógica e a intuição, análise e construção, generalização e individualização.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ciclo de krebs, síntese de atp, cadeia respiratória, fosforilação oxidativa






METABOLISMO ENERGÉTICO: OXIDAÇÕES BIOLÓGICAS

METABOLISMO ENERGÉTICO: OXIDAÇÕES BIOLÓGICAS


Introdução 

O ATP é a principal fonte de energia em todas as células. O organismo pode produzir ATP através da oxidação de carboidratos, ácidos graxos livres (FFAs), aminoácidos (AAs) e corpos cetônicos. As oxidações biológicas correspondem a um conjunto de reações bioquímicas, em nível celular, que fornecem às células a energia necessária à realização do trabalho celular. 

O metabolismo energético pode ser dividido em três estágios principais: hidrólise das macromoléculas (proteínas, polissacarídeos, lipídios) até as unidades constituintes (aminoácidos, monossacarídeos, ácidos graxos e glicerol); conversão das unidades constituintes em compostos oxidáveis (principalmente Acetil-CoA); oxidação do Acetil-CoA formando CO2 e H2O e captura da energia quando a síntese de ATP é acoplada à Cadeia de Transporte de Elétrons. 

A regulação metabólica é feita pela modulação de enzimas regulatórias de processos metabólicos chaves, de tal modo que se possa ativar ou inibir reações bioquímicas específicas para cada situação resultando em respostas biológicas adequadas. Existem dois tipos principais de regulação enzimática uma intracelular, comandada pela presença de moduladores alostéricos enzimáticos positivos ou negativos, e uma sistêmica deflagrada pelos hormônios. 

Os hormônios são importantes moduladores da atividade enzimática, pois sua ação na célula pode resultar na ativação de proteínas quinases ou fosfatases, as quais atuam sobre as enzimas, de tal modo que promovem a regulação covalente das mesmas por meio da fosforilação ou desfosforilação de um ou mais resíduos de tirosina, treonina ou serina. 

Os principais hormônios que influenciam diretamente o metabolismo energético incluem a insulina, o glucagon, as catecolaminas, o cortisol, o hormônio do crescimento, somatostatina, além de várias outras substâncias hormonais ou não-hormonais que podem agir tanto no nível periférico quanto central. Os objetivos desta revisão consistem em apresentar uma visão geral sobre o metabolismo energético. 

Visão Geral do Metabolismo Energético: Síntese De ATP 


A ATP é gerado pela oxidação de carboidratos, ácidos graxos livres (FFAs) e aminoácidos (AAs). O carboidrato primário (substrato) utilizado pelas células é a glicose, um monossacarídeo de seis carbonos (hexose). Quatro fases principais estão envolvidas na oxidação da glicose: transporte e retenção da glicose no ambiente intracelular; glicólise; ciclo do ácido tricarboxílico (Ciclo de Krebs); fosforilação oxidativa. 

Na primeira fase, a glicose é transportada através da membrana por facilitadores do transporte de glicose bidirecional uma vez que é uma molécula hidrofílica. As duas famílias de transportadores de glicose são os co-transportadores de sódio-glicose (SGLTs) e os transportadores GLUT de difusão facilitada. Os SGLTs estão localizados na membrana apical dos epitélios intestinal e tubular proximal renal e são responsáveis pelo transporte transepitelial de glicose.